Perception of Family Careers about Microcephalia: an Analysis through Adaptation Theory

  • Ana Paula de Sousa Suassuna FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS/ FIP -CE/BRASIL
  • Luanna Gomes da Silva UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL
  • Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL
  • Maria Eugênia Alves Almeida Coelho UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL
  • Célida Juliana de Oliveira UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL
  • Dailon de Araújo Alves FACULDADE DE MEDICINA DE JUAZEIRO DO NORTE/ FMJ - CE, BRASIL

Resumo

Abstract

Ultimately, there has been an increase in the number of cases of newborns affected by microcephaly, knowledge of the caregiver's perceptions regarding the child with microcephaly may promote the construction of therapeutic plans by health professionals that meet the expressed current needs of the child and caregivers. Thus, the aim of the present study is to describe the perception of family caregivers about microcephaly, using Callista Roy's adaptation theory. The research is descriptive, exploratory and with qualitative approach and was conducted at a School Clinic, located in the municipality of Juazeiro do Norte. The research participants were family caregivers of children diagnosed with microcephaly. Minayo's thematic analysis was used, supported by Roy's adaptation theory. Through data analysis two categories emerged: Knowledge and perception of family caregivers about microcephaly and family as support to cope with difficulties. It was observed that mothers, faced with the condition of their son with microcephaly, tend to develop a certain level of adaptation to make the situation less traumatic, making use of available social, medical care and family devices. Therefore, it is emphasized that health professionals need to act effectively in care, facilitating and strengthening effective adaptive responses.

Keywords: Microcephaly, child, family caregiver, Nursing Theories.

Resumo

Nos últimos anos, o número de casos de recém-nascidos acometidos por microcefalia aumentou vertiginosamente, o conhecimento das percepções do cuidador em relação à criança com microcefalia pode fomentar a construção de planos terapêuticos por parte dos profissionais de saúde que atendam às necessidades vigentes expressas da criança e dos cuidadores. Assim, objetivo do presente estudo é descrever a percepção dos cuidadores familiares acerca da microcefalia, à luz da teoria da adaptação de Callista Roy. A pesquisa é descritiva, exploratória e com abordagem qualitativa. A pesquisa foi conduzida em uma Clínica Escola, localizada no município de Juazeiro do Norte. Os participantes da pesquisa foram cuidadores familiares de crianças com diagnóstico de microcefalia. Utilizou-se a análise temática de Minayo, sendo sustentada pela teoria da adaptação de Roy. Através da análise dos dados surgiram duas categorias: Conhecimento e percepção dos cuidadores familiares sobre a microcefalia e a família como apoio no enfrentamento das dificuldades. Observou-se que as mães, frente à condição do filho com microcefalia, tendem a desenvolver certo nível de adaptação para tornar a situação menos traumática, valendo-se dos dispositivos sociais, assistenciais e familiares disponíveis. Destaca-se, portanto, que os profissionais da saúde precisam atuar de forma eficaz na assistência, facilitando e fortalecendo as respostas adaptativas eficazes.

Palavras-Chave: Microcefalia, criança, cuidador familiar, Teorias de Enfermagem

Biografia do Autor

Ana Paula de Sousa Suassuna, FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS/ FIP -CE/BRASIL

Pós-Graduanda em Ginecologia e Obstetrícia pelas Faculdades Integradas de Patos (FIP). Crato - CE, Brasil.

Luanna Gomes da Silva, UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL

Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Crato - CE, Brasil.

Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão, UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL

Bacharel em Enfermagem pela Universidade Regional do Cariri (URCA, 2012); Mestre em Bioprospecção Molecular (PPBM/URCA, 2015). Doutoranda pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Docente da Universidade Regional do Cariri (URCA). Departamento de Enfermagem (DENF).

Maria Eugênia Alves Almeida Coelho, UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL

Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Professora Assistente do Departamento de Enfermagem da URCA (DENF/URCA). Crato - CE, Brasil.

Célida Juliana de Oliveira, UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI/ URCA - CE/BRASIL
Doutora pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da URCA. Crato - CE, Brasil.
Dailon de Araújo Alves, FACULDADE DE MEDICINA DE JUAZEIRO DO NORTE/ FMJ - CE, BRASIL

Enfermeiro. Mestre em Enfermagem pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Professor do curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ). Juazeiro do Norte - CE, Brasil.

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Publicado
2020-12-22
Seção
Artigos