Biomassa de Plantas Daninhas Emergidas em Solo Solarizado

  • Clodoaldo Moreno Paixão Universidade de Cuiabá. MT, Brasil.
  • Carlos Alberto Rezende Conelian Universidade de Cuiabá. MT, Brasil.
  • Joás dos Santos Soares Universidade de Cuiabá. MT, Brasil.
  • Juliana Maria Defanti Petrazzini Universidade de Cuiabá. MT, Brasil.
  • Valéria Cristina Horbach Universidade de Cuiabá. MT, Brasil.

Resumo

O crescimento da agricultura orgânica, associado às mudanças de padrões de consumo e exigência dos consumidores evidencia um aumento da demanda por alimentos livres de resíduos de agrotóxicos e que apresentem menores riscos à saúde e ao meio ambiente. No entanto, por outro lado, a disponibilidade de métodos alternativos ao controle químico de plantas daninhas, entre outros organismos indesejáveis aos cultivos, ainda é um grande desafio. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da solarização sobre o crescimento e desenvolvimento inicial de plantas daninhas, oriundas de propágulos presentes no solo. O experimento foi realizado na Universidade de Cuiabá, entre os dias 18/01/2018 e 22/02/2018. Foi adotado o delineamento inteiramente casualizado com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos testados correspondem a cinco tempos de solarização do solo, sendo esses: testemunha (sem solarização), solarização por 7 dias, 14 dias, 21 dias e 28 dias. Os resultados mostraram que a solarização pode ser aplicada para a supressão de plantas daninhas. Os efeitos são variados e dependem do tempo de solarização e da espécie da planta. A solarização do solo por 14 dias demonstrou redução acima de 90% da produção de massa de matéria seca de Cyperus rotundus e a solarização por 28 dias demonstrou redução de aproximadamente 70% da produção de massa de matéria seca de Chamaesyce hirta.

Palavras-chave: Solarização. Cyperus Rotundus. Chamaesyce Hirta. Controle Alternativo.

 

Abstract

The growth of organic agriculture, associated with changes in consumption patterns and consumer’s demand, shows an increase in demand for food free from  residues of pesticides and have lower  risks to health and the environment. But on the other hand, the availability of alternative methods to chemical weed control, and other unwanted organisms to crops, is still a big challenge. Thus, the aim of this study was to evaluate the effect of solarization on growth and early development of weed plants from seedlings in the soil. The experiment was conducted at University of Cuiabá, between 01/18/2018 and 02/22/2018. A completely randomized design was adopted with five treatments and five replications. The treatments correspond to five times of soil solarization, namely : control (no solarization), solarization for 7 days, 14 days, 21 days and 28 days. The results showed that the solarisation can be applied to the weeds removal. The effects are varied and depend on the solarization time and plant species. Soil Solarization for 14 days showed over 90% reduction of mass production Cyperus rotundus dry matter and solarization for 28 days showed a reduction of approximately 70% by weight of dry matter production of Chamaesyce hirta. The effects are varied and depend on the solarization time and plant species. Soil Solarization for 14 days showed over 90% reduction of mass production Cyperus rotundus dry matter and solarization for 28 days showed a reduction of approximately 70% by weight of dry matter production of Chamaesyce hirta. The effects are varied and depend on the solarization time and plant species. Soil Solarization for 14 days showed over 90% reduction of mass production Cyperus rotundus dry matter and solarization for 28 days showed a reduction of approximately 70% by weight of dry matter production of Chamaesyce hirta.

Keywords: Solarization. Cyperus Rotundus. Chamaesyce Hirta. Alternative Control

Biografia do Autor

Clodoaldo Moreno Paixão, Universidade de Cuiabá. MT, Brasil.

Possui graduação em Agronomia (2004) e Administração de Empresas (2011) pela Universidade Federal de Mato Grosso e pela Associação Internacional de Educação Continuada­AIEC/UNB, respectivamente. Possui mestrado em Agricultura Tropical (2013) pela Universidade Federal de Mato Grosso e especialização em Manejo de Doenças de Plantas (2007) pela Universidade Federal de Lavras. Trabalhou como extensionista rural, onde desenvolveu atividades de planejamento, implantação, manejo e comercialização de diversas culturas agrícolas. É professor titular da Universidade de Cuiabá desde 2008, onde ministra nas disciplinas de fitotecnia e controle de plantas daninhas. Atualmente é coordenador da Faculdade de Agronomia e membro do Comitê de Ética em Pesquisa.

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Publicado
2020-05-27
Seção
Artigos