Medicamentos vencidos ou em desuso e riscos ambientais no município de Terenos, Mato Grosso do Sul

  • Gislaine Tonet Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil.
  • Ademir Kleber Morbeck de Oliveira Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil.
  • Carla Letícia Gediel Rivero Wendt Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil.
  • Giselle Marques de Araújo Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil.
  • Ingryd Khristina Brito Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil.
  • Amanda Rodrigues Ganassin Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil.
  • Rosemary Matias Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil.

Resumo

No Brasil o descarte de medicamentos e insumos farmacêuticos de forma inadequada gera em torno de 10 e 28 mil toneladas, contribuindo para um problema em saúde pública e ambiental. Visando contribuir com a desconstrução deste cenário, o artigo tem como objetivo a caracterização e discussão dos potenciais impactos ambientais do descarte de medicamentos e/ou insumos farmacêuticos no lixo comum da cidade de Terenos, Mato Grosso do Sul (MS), a partir de coleta de quantificação realizada durante 2015 e 2016. A metodologia do estudo partiu de coleta em Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR), com separação e quantificação dos medicamentos encontrados no lixo comum do município investigado. Foram coletados 80 tipos de fármacos que somaram um depósito total de cerca de 490 g a cada 15 dias, em projeção de descarte médio de 1,69 g ao ano de medicamentos em lixo comum por munícipe. Foram encontrados fármacos de alta toxidade (hormônios, antidepressivos e anti-helmínticos) que, embora fora das categorias principais de descarte, possuem potencial elevado de comprometimento ambiental. Conclui-se que o problema local do descarte de medicamentos em lixo comum é severo no município avaliado, no entanto, medidas mitigativas podem ser tomadas, tais como a educação da população e a oferta de unidades para descarte preferencial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Publicado
2020-08-26
Seção
Artigos