Percepção de universitários de Campo Grande sobre o descarte de medicamentos domiciliares e seus impactos ao meio ambiente

  • Gislaine Medeiros Gonzales Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil
  • Eduardo de Ferreira Universidade Anhanguera-Uniderp, Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. MS, Brasil; Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Programa de Pós-Graduação em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Campo Grande, MS, Brazil e, Fiocruz Mato Grosso do Sul, Fundação Oswaldo Cruz/ Ministério da Saúde/ Brasil.

Resumo

Os resíduos de medicamentos vêm se tornando uma problemática ambiental, com produção, consumo indiscriminado e descarte inadequados de medicamentos domiciliares, aumentando o crescimento do mercado farmacêutico com a “farmácia caseira”, promovido pela compra de medicamentos as vezes sem prescrição médica, armazenamento para utilização futura, automedicação por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas. O objetivo é identificar o armazenamento, a automedicação e o descarte dos medicamentos utilizados pelos acadêmicos em seus domicílios. A metodologia consiste na aplicação de um questionário com perguntas abertas e fechadas (múltiplas escolhas) preenchido pelo próprio entrevistado, sendo dirigida a 552 acadêmicos do campus agrárias da Universidade Uniderp. Os resultados indicaram que (68,6%) dos participantes descartam inadequadamente por falta de conhecimento sobre o assunto. Questionados a respeito de como deveriam ser feitas as orientações relacionadas ao descarte mais adequado de medicamentos, os profissionais de saúde foram os mais citados como possíveis agentes executores dessa atividade. Quanto aos instrumentos para a sensibilização sobre o descarte mais adequado, os mais citados são televisão, rádio, revistas, Internet tendo como uma ferramenta importante no processo de orientação (32.8%); panfletos, folders (9.9%); Campanhas nas instituições de ensino e unidades de saúde (7.6%) ; palestras e pontos de recolhimento (6.3%); orientação dos funcionários que fornecem os medicamentos (2.9%); conscientização do descarte correto e recolhimento específico (2.7%); campanha educativa para população e mais locais de descarte (2.3%); campanhas através dos agentes comunitários de saúde (2%); e entre outros meios de divulgação citados no estudo.

Publicado
2020-12-02
Seção
Artigos