The Discovery of X-Rays: a Probable Case of Second Order Observation

Marco Aurélio Clemente Gonçalves, Mariele Regina Pinheiro Gonçalves, Pablo Eduardo Ortiz

Resumo


The discovery of x-rays, one of the most beautiful experiments ever carried out, generates numerous controversies and these, in turn, can trigger a series of counterproductive information regarding not only the History of Science but also the teaching  activity. The aim of this article is to resolve these controversies concerning what ocurred and highlight the important role of the German physicist Wilhelm Conrad Röntgen, highlighting not only his genius but, especially in this case in particular, his condition of second-order observer. It is not uncommon to find information in various media refering to this discovery under the claim that it was the result of a fortuitous event, and this denotes a profound lack of knowledge about the facts or a disrespect for the renowned discoverer. Such allegations about the event depreciate the extraordinary discovery that impacts humanity, from the deed  to the present. Thus, through a brief historical reconstruction, it was tried to present here what had happened judiciously. With this respect, the brilliant scientist is given the status of a second-rate observer, from the philosophical point of view. This condition resonates with the diachronic aspect of the History of Science, according to the perspective presented here, and it is also supported by the time taken by the discoverer from the beginning of his research until the end of it.

 

Keywords: X-Ray. Second-Order Observer. History of Science.

 

Resumo

O descobrimento dos raios-x, um dos mais belos experimentos já realizados, gera inúmeras controvérsias e essas, por sua vez, podem desencadear uma série de informações contraproducentes no tangente não só a História da Ciência como também à atividade de ensino. O presente artigo tem como objetivo dirimir tais polêmicas com respeito ao ocorrido e destacar o importante papel do físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen, destacando não só sua genialidade, mas sobretudo, neste caso em particular, a sua condição de observador de segunda ordem. Não é raro encontrar em diversos meios de comunicação informações com respeito a referida descoberta sob a alegação de que a mesma fora fruto de um caso fortuito e isso denota profundo desconhecimento sobre os fatos, ou então, desrespeito com o renomado descobridor. Tais alegações sobre o sucedido depreciam a descoberta extraordinária que impacta a humanidade, desde o feito até a atualidade. Assim, através de breve reconstrução histórica, buscou-se aqui apresentar o ocorrido criteriosamente. Com este respeito passa-se a atribuir ao brilhante cientista a condição de observador de segunda ordem, do ponto de vista filosófico. Tal condição encontra ressonância no aspecto diacrônico da História da Ciência, segundo a perspectiva aqui apresentada e está amparada, também, pelo tempo empreendido pelo descobridor desde o início de sua pesquisa até a finalização da mesma.

 

Palavras-chave: Raios-x. Observador de Segunda Ordem. História da Ciência.


Palavras-chave


Ensino; Educação

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.17921/2447-8733.2018v19n4p403-409

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