A Prática Religiosa e a Psicologia Positiva

Thayná Laís de Souza Arten, Plínio Marco de Toni

Resumo


Pessoas que praticam alguma religião têm mais características otimistas, de autoestima ou esperança quando comparadas a pessoas que não possuem nenhuma prática? Com base neste questionamento se buscou com este artigo comparar os aspectos estudados pela Psicologia Positiva (otimismo, esperança, satisfação de vida, autoestima, etc.) de indivíduos que declaram ou não estarem envolvidos em práticas religiosas. Para isso, foram utilizadas a Escala de Afeto Positivo e Afeto Negativo; Escala de satisfação de vida; Escala de Autoestima de Rosenberg; Escala de Esperança Disposicional; Escala de Esperança Cognitiva e Escala de Otimismo, todas retiradas do livro “Avaliação em Psicologia Positiva”, escrito por Claudio Simon Hutz, em 2014, e que foram aplicadas em dois grupos. O primeiro grupo foi composto por praticantes de religião, que tinham sua prática com carga horária semanal igual ou superior a 10 horas, e o segundo grupo foi formado por indivíduos que declaravam não praticar religião alguma. Em seguida, os participantes foram pareados por idade, sexo e escolaridade. A coleta de dados durou cerca de 5 meses e seu processamento ocorreu por meio do software SPSS, 18.0 for Windows com estatística descritiva e inferencial. Foi utilizado o teste t de Student para comparar os grupos de praticantes e não praticantes, considerando α de 5%. Os resultados não corroboraram com a hipótese previamente pensada, e tais resultados podem ser resultantes de uma amostra pequena e outros interventores.

 

Palavras-chave: Psicologia Positiva. Avaliação em Psicologia Positiva. Prática Religiosa.

 

Abstract

Do  people who practice some religion have more optimistic, self-esteem, or hope aspects when compared to people who have no practice? Based on this questioning, this article aims to show the comparison of the variables studied by Positive Psychology (optimism, hope, self-esteem, etc.) of individuals who declared themselves to be involved in religious practices or not. Therefore, Positive and Negative Affect scales, Life satisfaction scale, Rosenberg Self-Esteem scale, Hope Dispositional scale and Cognitive and Optimism scale were used, all taken from the book "Evaluation of Positive Psychology" written by Claudio Simon Hutz, which were applied in two groups. The first one was composed of practitioners of religion with weekly practicing hours superior or equal to 10 hours. The second group was composed by not religious/not declaring practitioners. The data collection lasted for about five months and the processing was done through SPSS software, 18.0 for Windows with descriptive and inferential statistics. There will be used students' tests to compare the groups practicing and non-practicing/declaring, considering α of 5%. The results did not corrobotate with the previously hypothesis, and these results can be explained by the small group investigated and other interventions. More investigations about this issue are suggested to discuss it better.

 

Keywords: Positive Psychology. Positive Psychology Evaluation. Religious Practices.


Palavras-chave


Psicologia Positiva; Neuroteologia; Prática Religiosa

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DOI: http://dx.doi.org/10.17921/2447-8733.2018v19n4p451-455

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