As Aventuras de Tintim em tradução: conversando sobre adaptação com Eduardo Brandão

  • Amanda Cordeiro da Silva

Resumo

Eduardo Brandão nasceu no Rio de Janeiro, em 1946, e dedica-se à tradução desde o início dos anos 1970. Depois de quase uma década e meia na França onde sobrevivera fazendo traduções técnicas e comerciais, retornou ao Brasil em 1986, voltando a se dedicar à tradução de obras literárias e de ciências humanas. Ultimamente, Eduardo tem traduzido, sobretudo, literatura espanhola e hispano-americana (as obras de [Roberto] Bolaño e Javier Marías, entre outros). No campo das humanidades, está terminando a tradução dos Cursos dados por Michel Foucault no Collège de France. Sua agenda em 2013 também incluiu a tradução de alguns novos romancistas italianos. Brandão não concluiu a formação acadêmica. A isso, preferiu estudar línguas e se tornou tradutor por duas razões. Uma, sua paixão desde criança pelas línguas estrangeiras; daí a querer que os outros tivessem acesso a elas foi um passo. A outra, um motivo familiar: alguns tradutores na família, sua mãe, o irmão dela e pai dos dois, seu avô. Este, que teve uma pequena editora, passou a Eduardo as primeiras traduções. E nunca mais as largou. Assim como eu, na juventude, não sabia se devia fazer Letras ou Jornalismo. Em 1966, bem na época das grandes enchentes e desmoronamentos no Rio, Eduardo foi ser foca no Correio de Manhã, onde trabalhou por mais ou menos dois anos. Com a censura do regime militar, foi para a Europa. Por lá, pôde fazer 'uma espécie de jornalismo alternativo', como ele mesmo descreveu.
Publicado
2015-07-07
Seção
Artigos