Suplementação com Aminoácidos de Cadeia Ramificada na Cirrose Hepática: uma Revisão

Autores

  • Saulo Victor dos Santos Araújo
  • Jahny Kássia Duarte Rocha
  • Betânia de Jesus e Silva de Almendra Freitas

DOI:

https://doi.org/10.17921/1415-5141.2015v19n1p%25p

Resumo

A desnutrição proteico-energética – DPE – é uma manifestação comum em pacientes cirróticos, alcançando 65-90% dos casos. Esses pacientes necessitam de maior conteúdo de proteínas para manter o balanço nitrogenado, devido ao elevado turnover proteico nesta doença. A desnutrição proteica é geralmente representada por redução no nível sérico de albumina (proteína visceral) e pela diminuição do volume do músculo esquelético (proteína muscular) nesses indivíduos. Neste contexto, essa revisão aborda os principais efeitos da suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada em pacientes com cirrose hepática. Realizou-se uma sistemática pesquisa, consultando as bases de dados: MedLine, Scielo, PubMed, Science Direct e Periódico da Capes, além de livros e outras fontes bibliográficas consideradas relevantes. A utilização de aminoácidos de cadeia ramificada (AACR – valina, leucina e isoleucina) no tratamento de pacientes com cirrose hepática e outras afecções do fígado têm apontado efeitos positivos sobre o metabolismo de alguns macronutrientes, refletindo no estado nutricional deles. Têm-se registrado neles aumento dos níveis séricos de albumina, melhora do balanço nitrogenado e controle glicêmico em pacientes cirróticos, no entanto, existem controvérsias a respeito desses resultados. A maioria dos estudos sugere que o uso de AACR na terapêutica desses pacientes pode melhorar o estado proteico e o curso da doença.

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Publicado

2015-10-07

Edição

Seção

Artigos