Avaliação da Maturidade Sexual e Classificação Andrológica por Pontos (CAP) de Touros Jovens da Raça Nelore, Criados no Noroeste do Estado do Paraná

  • Flávio Guiselli Lopes Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção de Ruminantes, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil.
  • Celso Koetz Junior Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção de Ruminantes, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil.
  • Marcos Barbosa Ferreira Programa de Pós-Graduação em Produção e Gestão Agropecuária, Universidade Anhanguera-Uniderp, Unidade Campo Grande, Brasil.
  • Silvio Renato Oliveira Menegassi Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil.
  • Pauline Beatriz Guidoni Curso de Medicina Veterinária, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil.
  • Leandro da Silva Correa 4Curso de Medicina Veterinária, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar o estádio de maturidade sexual e a classificação andrológica por pontos (CAP) de touros jovens da raça Nelore, criados no noroeste do estado do Paraná, utilizando o perímetro escrotal e as características físicas e morfológicas do sêmen. Oitenta e três touros, com média de 23,56 ± 1,24 meses, foram submetidos ao exame andrológico e a classificação andrológica por pontos. O valor médio observado para perímetro escrotal foi de 35,44 ± 2,08 cm. A média observada para turbilhão, vigor espermático, motilidade progressiva retilínea e concentração espermática foi de 3,58 ± 0,83; 3,64 ± 0,77; 74,69 ± 11,19 e 796,38 ± 88,21, respectivamente. Quanto às características morfológicas, foi observada média de 6,11 ± 4,24 e 13,76 ± 5,53 %, para os defeitos maiores e defeitos espermáticos totais, respectivamente. Com relação ao estádio de maturidade sexual, 97,59 % (n = 81) dos touros foram considerados maturos sexualmente (classes 1 e 2) e, somente dois touros (2,41 %), foram considerados sexualmente imaturos (classe 3). Os touros avaliados pela CAP foram classificados como excelentes (91,29 ± 8,92). As estimativas de correlações simples de Pearson entre a CAP e o perímetro escrotal e entre as características físicas do sêmen foram consideradas positivas e significativas, já para as características morfológicas do sêmen, as correlações foram consideradas negativas e significativas.

Biografia do Autor

Flávio Guiselli Lopes, Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção de Ruminantes, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil.
Possui Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Mestrado e Doutorado em Reprodução e Produção Animal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente é professor titular do Curso de Medicina Veterinária e, professor permanente, do Curso de Mestrado em Saúde e Produção em Ruminantes (UNOPAR). Responsável pela gestão do Laboratório de Reprodução Animal e pelo Grupo de Estudos em Reprodução Animal (GERA) da UNOPAR/ Unidade Arapongas. Tem experiência na área de produção e reprodução de ruminantes.
Celso Koetz Junior, Programa de Pós-Graduação em Saúde e Produção de Ruminantes, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil.
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1988), mestrado em Ciências Veterinárias pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996) e doutorado pela Universidade Estadual de Londrina (2013). Atualmente é professor da Universidade Norte do Parana. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Produção e Reprodução de bovinos. É docente permanente do mestrado acadêmico associado UNOPAR/UEL saúde e produção de ruminantes.Bolsista Pós Doc CNPq NESPRO-UFRGS.
Marcos Barbosa Ferreira, Programa de Pós-Graduação em Produção e Gestão Agropecuária, Universidade Anhanguera-Uniderp, Unidade Campo Grande, Brasil.
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1996) e mestrado em Ciências, com ênfase em Toxicologia pela Universidade de São Paulo (2003). Doutorado em Ciências, com ênfase em Toxicologia (2008). Tem experiência na área de Medicina Veterinária, em Farmacologia e Toxicologia, atuando principalmente nos seguintes temas: toxicologia do desenvolvimento, plantas tóxicas e toxicantes ambientais, além de experiência na área de nutrição e clínica veterinária. Desenvolve projetos de pesquisa na identificação e quantificação de saponinas em pastagens de Brachiaria spp. Atualmente é Professor nível III, na Universidade Anhanguera-Uniderp, no Programa de Mestrado em Produção e Gestão Agropecuária. Coordenador de projetos de pesquisa no Centro Tecnológico de Ovinocultura (CTO/Uniderp), trabalhando com a caracterização de ovinos do Grupo Genético Pantaneiro, recentemente coordena a Residência em clínica veterinaria do Hospital Veterinário da Universidade Anhanguera-Uniderp.
Silvio Renato Oliveira Menegassi, Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Faculdade de Agronomia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Brasil.
Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (1972), mestrado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010) e doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2014). Atualmente é administrador proprietário - Fazenda da Erva, pós doutorado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e membro de comissão da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Medicina Veterinária, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação reprodutiva, melhoramento genético, fertility, seleção de touros e aptidão reprodutiva.
Pauline Beatriz Guidoni, Curso de Medicina Veterinária, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil.
Atualmente é graduanda no Curso de Medicina Veterinária da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR/Unidade Arapongas). Têm trabalhado na área de produção e reprodução de ruminantes e tem participado do Grupo de Estudos em Reprodução Animal do Curso de Medicina Veterinária, sob coordenação do professor Dr. Flávio Guiselli Lopes.
Leandro da Silva Correa, 4Curso de Medicina Veterinária, Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), Unidade Arapongas, Brasil
Graduação em andamento, no Curso de Medicina Veterinária da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) - Unidade Arapongas/PR. Têm trabalhado na área de produção e reprodução de ruminantes, sob orientação do prof. Dr. Flávio Guiselli Lopes.

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Publicado
2017-01-16
Seção
Artigos